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Nenúfar

"Todos elogiam o sonho, que é o descansar da vida. Mas é o contrário, Doutor. A gente precisa do viver para descansar dos sonhos"

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Eu e as mulheres de chat...

Fevereiro 16, 2020

Nenúfar

Desde os tempos mais idos que me recordo da necessidade das mulheres dos chats se sentirem “atendidas” face às suas necessidades. É.me perfeitamente claro que qualquer user que exista num chat tem um objectivo definido nessa necessidade, desde a permissão para a envolvência
em joguinhos, a atracção empática pela simplicidade de escrita, o êxtase de serem um alvo…
De inúmeros “encontros” virtuais, as mulheres dos chats sempre tenderam a permitir.me decompô-las de um ou outro modo, permitido ou forçado, mas isso pouco interessa porque o que interessa para aqui é se isso é/foi/será um meu objectivo…
Hoje posso perfeitamente dizer que o meu objectivo dos chats relativamente às mulheres é perceber o que elas escondem…nenhuma mulher se mostra na totalidade como os homens, é.lhe mais fácil baixar as defesas virtualmente…sim, essa defesa imposta pelas adversidades vividas ou contadas ou simplesmente pela ingenuidade e inocência perante o jogo…e eu gosto de jogar…alguém me chamou recentemente “expert”.
Não sinto um regozijo por notar o interesse despertado em mim. É natural…no real já é assim…como costumo dizer quando me questionam sobre isto…”não sendo um modelo, deve ser por ser empático”… o que me faz acabar sempre por desistir, por ser algo recorrente que surge sem me conhecerem… o que eu mostro nunca poderá chegar…
A pergunta seguinte é mais que óbvia…e eu gosto?
Quem não gosta de ser bajulado, de notar um sorriso com todos os problemas latentes só por dizer “bom dia”, de dizer “não vai dar” a convites “sinuosos” ou apenas quando me abordam pela minha “simples” sinceridade e julgam que vou dar a “minha” opinião sobre o que vão perguntar. Ter.me.ei tornado falso com estes anos todos? Não me parece…julgo que apenas não me dou…e é.me indiferente quererem que eu reaja sem necessidade…diria que até é pior… e tem sido este o “modus vivendi” em todas as minhas partes. O meu espirito contraditório…teimoso e casmurro…de não-aceitação de razões válidas aos olhos dos outros…”tens a mania”…
A influência “delas”, em todas as suas permanências virtuais, mostraram.me ao longo destes anos todos, que cada mulher que decide respirar o que eu escrevo acaba por se deixar encaminhar pela “estrada” sinuosa que eu construo…isto torna.me um dominador? Efectivamente não me deixo ser dominado…sou hábil em usar o peso e o movimento dos outros para ficar por cima… recalcamento? Defender.me.ei (sem nunca esquecer) tendo removido da minha consciência partes da minha vida emocional e relacional no respirar do dia a dia? Obviamente que sim…qual o meu interesse de lamentos sobre águas passadas? Ou o que é que “outros” têm a ver com isso? Mantive consciente o que me faz ser como gosto de ser… e posso ser…
As mulheres dos chats são, na sua maioria, hábeis a tentar perceber exactamente as minhas defesas…e desistem facilmente de as deitarem abaixo, por eu não aceitar que seja englobado numa conquista ou engate…ou num mero adulador do seu espectáculo… o meu egocentrismo é facilmente confundido com a não demonstração e retorno de emoções… “anti.social de merda”… Mas quem é que disse que faço parte dessa sociedade? Que tenho de me incorporar nas vontades e regras de outros? Que sejam eles a aceitar.me… já me basta ter de conviver com lamentações fúteis, remorsos e tristezas no meu redor…quanto mais permitir nos mundos virtuais, onde existi e quero existir, que tenho de ser como “eles” querem... Assim, as mulheres dos chats acabam por “pensar.me” como um elemento constante…definido…sem dúvidas…com uma capacidade desmedida de poder de enclave e permitem.se às insinuações como se me conhecessem…
Efectivamente é como me mostro…numa busca interminável pela cumplicidade incondicional em meras palavras escritas… permito que “elas”, porque é delas que estamos a falar, sintam que existem para mim… torna.se vital que assim seja para ambas as partes… para as decisões virtuais e quem sabe reais se lhes permitirem coexistir um dia…(o que por vezes provoca “sequiosamente” mal entendidos “ad eternum”)… a vida real é condicionada pelas experiencias e pela envolvente…as mulheres fazem parte da minha como não poderia deixar de ser…as de chat e as outras (todas).
As mulheres de chat existem como as do real… não são diferentes… e sentir atracção por algumas delas, nas minhas necessidades pessoais, quer seja pela atenção dedicada, pela fisionomia, pelo fetiche ou pela “ergonomia digital” é absolutamente normal… como homem de chat já me senti atraído por algumas mulheres… mas sei que até “ontem” nunca me tinha apaixonado… esta é a sensação irracional (não vou aplicar lógica à não razão) que não sei explicar… será só a cumplicidade? Que é, para mim, o que de mais sensual que uma mulher me pode ser…sem dúvida. Mas só o é quando é sem restrições ou condicionalismos. Fixei.me numa expressão quem me foi dita num instante recente - ”nós somos virtualmente perfeitos” - e acabei por perceber que efectivamente é o que somos…eu e a mulher do chat por quem me apaixonei…
Em suma, eu nunca me perdi na facilidade das mulheres dos chats. Soube sempre que não as queria conquistar… ou até aceita.las dadas… mas é igual ao real… eu não quero uma mulher dada …nem uma que tenha de conquistar… nem uma que não me conheça… quero que ela “morra comigo quando eu morrer”… e para isso…que me saiba com todas as questões…e que duvide que eu serei dela desde o lapso de instante em que se sente que existimos um no outro… que sinta o meu medo…mas se podemos perder.nos um no outro…é outro “era uma vez…”
Eu já não escrevia para mim faz anos…apenas absorvia… saudades…
Nunca poderia ter escrito isto sem te sentir viver em mim…Obrigado!

No_WorDz

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